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Aporte em fundo da YvY Capital quer acelerar produção nacional de motos e bicicletas elétricas até 2035
O Senado Federal deve passar a discutir o destino das baterias de veículos elétricos após o fim da vida útil primária delas. O projeto de lei (PL) apresentado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) visa criar a Política Nacional de Circularidade das Baterias, que estabelece regras para reaproveitamento, rastreabilidade e reciclagem de baterias usadas em veículos híbridos e elétricos (PL 2.132/2025). Com a popularização dos carros eletrificados — 177 mil unidades emplacadas só em 2024, 89% acima do ano anterior, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) — o PL busca expor e sanar um desafio importante da mobilidade limpa, reduzindo os efeitos negativos do descarte de bateria ao fim da vida útil — de 15 a 20 anos — sobre o meio ambiente e a saúde humana. A proposta que se aplicará desde o processo da fabricação tem o objetivo de garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva desses componentes, por meio da economia circular de baixo carbono para redução dos resíduos, o incentivo à reutilização e à reciclagem, a rastreabilidade dos componentes e a extração sustentável de materiais críticos, como o lítio e o cobalto.
RELATÓRIO | As fabricantes automotivas com sede na China estão consolidando uma liderança significativa no mercado global de veículos de emissão zero (ZEV). É o que aponta a terceira edição do Global Automaker Rating, estudo produzido pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT), que avalia o desempenho dos 21 maiores fabricantes de veículos (OEMs) na transição para a eletrificação. O resultado confirma a posição da China como protagonista da transição energética no setor automotivo. Segundo o relatório, o país já é responsável por mais de 11 milhões de veículos elétricos vendidos por ano, o que representa mais da metade das vendas globais de EVs. As fabricantes chinesas têm aproveitado a força de seu mercado doméstico para ganhar escala e acelerar o desenvolvimento tecnológico. Agora, começam a conquistar também os mercados internacionais.
O Brasil vendeu em janeiro 12.556 veículos leves eletrificados, segundo a nova classificação de eletrificados adotada pela ABVE Data a partir da série histórica que se inicia este mês. Pela nova metodologia, esse total refere-se à soma de emplacamentos de BEV (veículos 100% elétricos), PHEV (veículos híbridos elétricos com recarga externa), HEV e HEV Flex (veículos híbridos com tração elétrica, mas sem recarga elétrica).
Ao divulgar o relatório de vendas e cenário dos modelos eletrificados no Brasil a ABVE ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) decidiu eliminar os veículos “híbridos leves”. Segundo a entidade, os carros que não contam com tração elétrica no seu conjunto mecânico não podem ser qualificados como híbridos.
As vendas globais de veículos elétricos e híbridos plug-in devem crescer pelo menos 17% em 2025, ultrapassando 20 milhões de unidades. É o que prevê o instituto britânico de pesquisas Rho Motion. Segundo a empresa, o crescimento, mesmo que em ritmo mais lento do que em 2023, será impulsionado pela extensão dos subsídios da China a trocas de veículos pelos consumidores daquele país, e pelas novas metas de emissões de gases tóxicos na Europa, aliadas à chegada de novos modelos mais acessíveis no continente.
ALTA DEMANDA | O número de estações de recarga para veículos elétricos praticamente triplicou no Brasil em um ano, na comparação com o ano anterior. Segundo estimativa da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), o país deve encerrar o ano com cerca de 12,1 mil estações disponíveis para a recarga de carros elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV) — no mesmo período do ano passado eram 4,3 mil unidades.
AUMENTO DE VENDAS | A venda de veículos elétricos deve aumentar em 30% para o ano de 2025. Segundo estudos da S&P Global Mobility, empresa de consultoria automotiva, cerca de 15,1 milhões de novos veículos movidos somente à bateria devem ser comercializados ao redor do mundo. A S&P Global Mobility alerta que esse crescimento não será uniforme, variando consideravelmente de uma região para outra. O estudo também destaca que diversos fatores, como políticas governamentais, impostos, incentivos e, certamente, os investimentos em infraestrutura de recarga, serão determinantes para o avanço do setor.
Pesquisadores descobrem que o uso real de EVs, como acelerações e pausas prolongadas, pode aumentar a vida útil das baterias. bateria carro elétrico Imagem: asharkyu/Shutterstock Um estudo realizado pelo SLAC-Stanford Battery Center revelou que as baterias de veículos elétricos (EVs) podem durar até um terço a mais do que o previsto pelos testes padrão de laboratório. A pesquisa, publicada em 9 de dezembro na Nature Energy, mostrou que o uso real de um EV, incluindo aceleração frequente, frenagens suaves e longos períodos de descanso, contribui para uma maior longevidade da bateria.